porquê agora? 

Ao aderirem aos compromissos ambiciosos e sem precedentes do Plano Mundial de Acção das Vacinas (GVAP) em 2012, os países africanos atingiram mais uns milhões de crianças com vacinas salva-vidas. Tem havido muitos êxitos desde o lançamento do GVAP, o que ilustra o poder das vacinas: a África celebrou um ano sem nenhum caso de polio, em Agosto de 2015 - uma etapa histórica e um passo importante para tornar a África livre da polio para sempre. A vacina pioneira MenAfriVac, especificamente criada para usar na África Subsariana, foi introduzida em 2010, tendo sido protegidas mais de 220 milhões de pessoas em 15 países contra a meningite do grupo A, até finais de 2014.  

É agora o momento para os governos, em estreita colaboração com a sociedade civil, o sector privado e outros parceiros, redobrarem os esforços para construir sistemas de vacinação fortes, sustentáveis e inclusivos. Nenhuma criança deverá morrer ou adoecer com uma doença evitável pela vacinação. A 1ª Conferência Ministerial sobre a Vacinação em África procurará estabelecer compromissos e encontrar soluções para tornar isto numa realidade. 


PROGRESSOS

A cobertura vacinal para a Região da OMS-AFRO era 77% em 2014, com 18 Estados-Membros a notificarem uma cobertura de, pelo menos, 90% a nível nacional. A cobertura vacinal é medida como a percentagem de crianças que receberam a sua terceira dose de vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTP3). 

Na Região da OMS-EMRO, 5 dos 7 países africanos tiveram uma cobertura vacinal (DTP3) acima de 90% a nível nacional. Do mesmo modo, 5 dos 7 países africanos tiveram uma cobertura da MCV1 acima de 90% a nível nacional.

Alguns dos melhores resultados das nações africanas no contexto da prestação de serviços de vacinação, incluem o seguinte:

Sucesso da África na interrupção da transmissão da polio
A África celebrou um ano sem casos de polio, em Agosto de 2015, uma etapa histórica e um importante passo para uma África livre da polio para sempre.

Mais de 220 milhões de pessoas vacinadas contra a Meningite A
Até final de 2014, 15 países da Cintura Africana da Meningite vacinaram em conjunto mais de 220 milhões de pessoas contra a Meningite A.

Progressos significativos na introdução de outras vacinas novas ou subutilizadas
Vários países no continente africano introduziram vacinas contra a hepatite B, a gripe hemofílica tipo B e a febre amarela.

A vacina pneumocócica conjugada (VPC) e a vacina do rotavírus foram introduzidas por 35 e 27 países, respectivamente. 

Introduçãoda vacina contra o vírus do palipoma humano (VPH)
A vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH) foi introduzida com êxito em 5 países africanos, tendo sido iniciados projectos de demonstração da vacina contra o VPH em 15 outros.


desafios

No entanto, o acesso global às vacinas tem vindo a estagnar em África durante os últimos três anos. Hoje, uma em quatro crianças na Região Africana não recebe as vacinas necessárias e a África está em vias de apenas atingir uma das seis metas acordadas como parte do GVAP em 2012. A vida das crianças depende da consecução destas metas.

Principais desafios enfrentados pelos países africanos no contexto da prestação de serviços de vacinação:

Sistemas de saúde frágeis e falta de sustentabilidade financeira
Frágeis sistemas de saúde, infraestruturas inadequadas, ausência de suficiente colaboração intersectorial e fraca coordenação no fornecimento das vacinas às pessoas que mais delas precisam, são alguns dos principais desafios que os países africanos enfrentam. Para além disso, há ainda outros obstáculos, como o financiamento inadequado dos programas de vacinação e dos mecanismos para a sustentabilidade financeira e a frequente escassez de vacinas.

Fosso da desigualdade na cobertura vacinal
Embora muitos países tenham conseguido reduzir o fosso da desigualdade, o baixo grau de escolaridade, os fracos rendimentos, a maior distribuição das populações do país pelas zonas rurais, a dificuldade em chegar às comunidades para gerar uma procura sustentável, etc., têm resultado em baixos níveis de cobertura vacinal entre e dentro das comunidades.

Ambiente frágil
Apesar dos êxitos do aumento da cobertura vacinal e da introdução de vacinas novas e subutilizadas, o continente africano está ainda a debater-se com outros desafios, como as lacunas na imunidade e vigilância da população, bem como a insegurança em muitos países.


Acerca do plano mundial de acção das VACINas

O Plano Mundial de Acção das Vacinas 2011-2020 (GVAP) é um quadro para evitar milhões de mortes até 2020, através de um acesso mais equilibrado às vacinas. O GVAP, que foi aprovado por todos os 194 Estados-Membros, na Assembleia Mundial da Saúde , em Maio de 2012, tem por finalidade garantir que todas as pessoas em todas as comunidades tenham acesso às vacinas de que precisam.

O GVAP é um produto da Década da Colaboração nas Vacinas, que reuniu peritos do desenvolvimento, saúde e vacinação e partes interessadas num esforço sem precedentes. Para alargar a vacinação a todos, o GVAP procura garantir os recursos adequados, desenvolver sistemas de saúde e infraestruturas de apoio e trabalhar com os países para formar os trabalhadores de saúde necessários.

O Plano Mundial de Acção das Vacinas estabelece seis objectivos estratégicos para o mundo atingir até 2020, de forma a salvar milhões de vidas, evitar centenas de milhares de casos e poupar milhares de milhões de dólares. Estes objectivos fornecem orientações para a comunidade mundial das vacinas, uma vez que actuam no sentido de atingir os objectivos da Década das Vacinas e de reduzir a mortalidade infantil.

O plano completo (incluindo um resumo) está disponível aqui.


PLANoS REGIONAis

Para complementar o GVAP, cada Região desenvolve o seu próprio plano detalhado e específico para atingir os objectivos acordados e garantir que todas as crianças estejam protegidas contra as doenças evitáveis pela vacinação.

Plano Estratégico Regional de Vacinação da Região Africana 2014-2020

Este plano contempla os desafios que os 47 países da região da OMS/AFRO terão de ultrapassar para fornecer acesso universal à vacinação até 2020, garantindo que todas as crianças nascidas na Região Africana estejam protegidas contra as doenças mortais para as quais existem vacinas seguras e eficazes ou que serão comercializadas entre 2014 e 2020. Especificamente, este plano exige a consecução dos seguintes objectivos:

  • Melhorar a cobertura vacinal para além dos níveis actuais;
  • Completar a interrupção da transmissão do poliovírus;
  • Atingir a eliminação do sarampo e progredir na eliminação da rubéola;
  • Atingir e manter a eliminação/controlo de outras doenças evitáveis pela vacinação.

O plano completo está disponível aqui.